terça-feira, 4 de outubro de 2011

Uma meia maratona a meias

A dois meses da primeira maratona agendada, faltam sempre quilómetros para correr e tempo para escrever nas quantidades que precisamos. No entanto, a sorte de fazer parte de um casal corredor alinha muitas vezes cenários que de outra forma poderiam ficar desencontrados.

Cada qual com os seus métodos, objectivos e até parceiros de corrida, em provas normalmente despedimo-nos à partida e o reencontro dá-se à chegada, cada qual com as suas histórias, os seus relatos e uma medalha de alto gabarito para levar para casa. Mas, porque nem só de rotina se fazem as vivências comuns, na Meia Maratona da Ponte Vasco da Gama decidimos que não existiriam despedidas, nem reencontros e os 21kms seriam feitos a dois, sem preocupações de tempos.

E assim, apesar de continuar com dificuldade em perceber o porquê de termos meias maratonas a começar a horas que levam a média do horário de conclusão para algures entre o meio dia e tal e a uma da tarde, com sol abrasador, lá se fez uma meia a meias.

Tirando a parte da ponte (míseros 2kms no máximo), o resto é um percurso que conhecemos bem, entre Expo e Santa Apolónia com regresso à meta junto ao Pavilhão Atlântico. Muda apenas o quase silêncio, já que sem carros e sem espectadores tirando três ou quatro resistentes, sobra o ritmo das passadas dos corredores. Mais uma palavra de incentivo, mais um gole de água servido pelo meio de um olhar cúmplice e o peso do calor e dos quilómetros, dá lugar à alegria que trazem as placas a indicar que faltam 2kms e depois 1km. O público, aí em maior número, incentiva e apoia quem passa, com predilecção pelas senhoras e parece que os 20kms que já se passaram não custaram nada.

Com a meta à vista e o speaker a incentivar, decidimos que tínhamos direito ao nosso momento piroso e não haveria quem nos detivesse no sprint final. E foi assim, de mãos dadas, que o chip registou exactamente o mesmo tempo para ambos nesta meia a meias e que, pelo meio de tantas outras com cada um a solo, se espera que seja a primeira de muitas.

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