domingo, 28 de agosto de 2011

25+17

Agosto é um dos meus meses favoritos em Lisboa. A cidade está mais calma, mais vazia e respira-se uma maior tranquilidade mesmo entre quem, como eu, está a trabalhar. E se posso dizer que esta sensação já não é de agora, em relação à corrida tem um certo toque de novidade pois este mês coincidiu com o aumento das distâncias que percorro semanalmente, rumo à maratona de Dezembro.

A juntar à calmaria de Agosto, mesmo estando este Verão longe do calor de outros anos, ainda assim prefiro levantar-me pela fresquinha e correr as distâncias maiores ao sábado ou ao domingo, enquanto muita gente ainda dorme.

Quanto maior a distância, mais cedo saio e este fim de semana, para 25kms, arranquei faltava ainda um bom bocado para as oito da manhã. Bom tempo, algumas pessoas já junto ao rio e a certeza que um treino de duas horas e meia, por mais tranquilo que seja, ainda é um esticão.

Partindo de Algés chega-se ao Terreiro do Paço em cerca de 9kms, mas ainda não chega para o percurso de ida e volta. Por outro lado, chegam muitas pessoas a um sábado de manhã à Estação Fluvial, mas a maior parte vem para trabalhar e não presta muita atenção a quem passa a correr. Em Santa Apolónia, do lado do cais chega também mais gente, mas estes vêm em cruzeiros acabados de atracar e, tal o entusiasmo em conhecer mais uma cidade do circuito, também não reparam no tipo que ainda tem mais perto de 14kms para correr.

A volta é dada junto às bombas de gasolina em Xabregas e começa o regresso. Cada vez mais sinto a importância da hidratação e, para percursos grandes, também é preciso outro tipo de reforços energéticos. Ainda não cheguei à perna de borrego, mas barritas, marmelada ou gel energético já me fazem companhia.

Os aspersores que se vão encontrados ligados na fase final do percurso ajudam a refrescar e a dar alento para os últimos kms. Ao concluir os 25kms, surpreendo-me a pensar que ainda fazia mais uns quantos, mesmo sabendo que o plano de treino não prevê mais do que 32kms como distância máxima em treino.

Mas depois, penso que de 25 a 42 ainda são 17 e relembro porque é que nunca fui grande fã de matemática.

Sem comentários:

Enviar um comentário