segunda-feira, 6 de junho de 2011

A teoria da relatividade das distâncias


Na minha “carreira” desportiva a corrida sempre teve um papel auxiliar. Foram muitos anos a jogar basket mais a sério e correr sempre foi a solução óbvia para manter a forma, inícios de época e recuperação de lesões.

Embora o basket continue a ser uma referência, e gosto de jogar sempre que posso, correr tem ganho outra relevância nos últimos tempos, muito por causa deste factor – a sensação de que, numa estranha mistura de diversão e algum sofrimento, ainda tenho muita margem de progressão.

Onde antes 8 kms eram um tecto simpático, rapidamente chegaram os 10 e olhava para uma meia maratona como uma coisa distante. “Duas horas a correr não é coisa para mim” dizia eu, quando já corria 12-15 kms. Se bem que o disse, pouco tempo depois já os meus actos me desdiziam, pois corria 20kms e a meia estava logo ali ao lado. Chegado aos 21kms, já vou aos 25, olho para os 30kms e o discurso já não é o mesmo “Bem, tenho que ir aos 30 se quero chegar aos 42kms”.

E, não são os 42kms que me assustam, são os 195 metros que é preciso somar a essa distância para fazer uma maratona.

No entanto, os patamares anteriores se bem que relativizados em termos de distância total, continuam a ser divertidos de correr. Neste domingo foram os 10kms da Corrida do Oriente, com sol, calor e o Parque das Nações como pano de fundo. Daqui a 15 dias, será a Marginal à noite, apenas 8kms, mas num formato que ainda não experimentei.

Relatividade à parte, sobra uma constante que ajuda em qualquer distância – a presença de bons amigos.

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