segunda-feira, 21 de março de 2011

O depois da ponte (e da barba)



Comecemos pelo final que, como a imagem já pode traduzir, foi feliz - 1h59m19s foi o registo oficial.
E, se o tempo pode sugerir um cavalgada heróica para impedir a adopção de uma barba mais permanente, na realidade foi mais um esforço de sobrevivência numa 24 de Julho / Avenida da Índia convertidos em sucursal do Sahara.
Para último dia de Inverno, pode dizer-se que os 23 a 25 graus que se sentiram tiveram pouco de invernosos. O dia bonito da fase inicial converteu-se em braseiro nos últimos kms e o facto de se acabar a meia já bem depois do meio dia, hora mais propícia para assar febras no asfalto, não facilitou a tarefa.

Apesar destes lamentos, continuo a gostar desta prova, quer pela oportunidade única da ponte, quer pelo terreno me ser deveras familiar. E se, até meio da prova, o tempo indicava um bigode nas redondezas, o calor que se fez sentir tirou-me boa parte da frescura e manteve-me apenas numa rota controlada para baixar das duas horas. Sofridos, mas não arrancados à última.

Missão cumprida, barba feita e o agradecimento devido ao relvado dos Jerónimos que tão bem me acolheu no pós meia maratona. Para além da satisfação que tirei da minha estreia neste percurso e no resultado, fica também um ensinamento – o calor não é de facto um bom companheiro e, se vou correr distâncias maiores nos próximos tempos, convém que o faça pela fresquinha.


PS – Obrigado Ricardo pelo elogio presente e pela lembrança futura. Aceito uma troca de galhardetes durante uma corrida informal.

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