quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

À procura de pistas?


Gosto de correr em percursos diferentes. Seja pelo meio da cidade, perante o olhar desconfiado de algumas idosas, que apertam as suas bolsas junto ao peito, quando por elas passa um gandulo a correr, seja junto ao rio, pelo meio de circuitos cheios de árvores, de noite ou de dia, haja tempo e cabedal para isso, eu experimento.

Mas para quem, de quando em vez, aprecie um treino de velocidade fazendo umas séries ou queira ter uma noção mais precisa de de ritmos em ambiente controlado, então fazer um treino em pista de atletismo pode calhar que nem ginjas.

Quando o faço, por norma recorro a duas pistas: mais regularmente à que fica no Estádio Universitário, adjacente ao pavilhão polidesportivo ou, mais esporadicamente, no Complexo do Jamor. Esta última é de utilização gratuita, estando a sua disponibilidade condicionada aos treinos de atletas que fazem parte do Centro de Alto Rendimento aí localizado. Já a do EUL, tem admissão reservada, mediante um pagamento que dá acesso também aos balneários e cacifos (2,15€ entrada normal).

Detalhes à parte, no Estádio Universitário, muitas vezes tenho tido a pista por minha conta ou perto disso, nos horários em que a utilizo. E confesso que me dá gozo fazer aquelas voltas de 400m e pensar como se sentirão aqueles que o fazem ao mais alto nível. Depois, olho para o relógio e vejo que os meus tempos correspondem para aí a três recordes do mundo, isto se os somarmos, sem que isso afecte o empenho do pseudo atleta.

Aliás, embora um treino de pista seja talvez mais monótono por ter lugar num cenário repetitivo, é fácil compensar com pequenos truques como fazer o treino com companhia ou fechando os olhos e imaginando que estamos no apuramento para os Jogos Olímpicos. Para evitar danos maiores, é melhor abrir os olhos antes de arrancar.

Destas experiências em pista (séries de 400 e 800m), o que retiro é que um treino de velocidade feito com alguma regularidade e sem nenhum profissionalismo exagerado, nos ajuda mais tarde a vários níveis em corridas mais longas. E, tendo em conta que o objectivo em 2011 continua a ser uma maratona, todas as ajudas são bem vindas e agradecidas.

1 comentário:

  1. «todas as ajudas são bem vindas e agradecidas.»

    Se a preparação é para o objectivo Maratona, que tal um estágio de 2 meses nas cordilheiras etíopes (mais baratucho) ou, em alternativa, em Aspen, Colorado, como fazia a Rosa Mota? Sai caro mas a paisagem compensa :)
    *
    Alternativa Carlos Lopes: treinar na segunda circular (palavra de honra que é mesmo verdade!)

    Abraço

    ResponderEliminar