segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Nós contra os elementos



Pensem no dia ideal para uma corrida matinal.
Já pensaram?

Ok, agora esqueçam isso, agarrem nos ténis e saiam lá para fora para a chuva, para o vento e para uma manhã de domingo que podia até convidar a muita coisa, não sendo correr uma delas.

Será que dá mais gozo correr nas condições ideais ou contra a adversidade climatérica, superando-a?
Possivelmente, a resposta varia com cada um mas, no que a mim me diz respeito, sempre fui um claro adepto de “ser do contra”. Entre outras coisas, sempre gostei de jogar fora, com o público contra nós e usar a energia negativa do exterior, convertendo-a em energia positiva interior.

Antes que isto se torne num vago discurso cósmico sobre forças antagónicas, a coisa é muito simples – Saí de casa, estava a começar a chover. Saí do carro e, para além de chover, fazia vento. Comecei a correr e foi banho instantâneo, pelo que rapidamente deixei de me preocupar com a roupa molhada ou em desviar-me das poças. Para quê, se eu próprio era já uma poça ambulante?

E assim, poupando linhas com vários litros de água pelo meio e alguns requintes de malvadez, se fizeram uns simpáticos 18kms.

A satisfação de correr “contra” os elementos, sem outra preocupação que não seja correr, faz maravilhas por mim. Dou por mim a entrar orgulhosamente em casa ao ritmo do “schlop schlop” dos ténis em sopa e, antes do merecido banho indoor, pensando para com os meus botões encharcados “Se o dia esivesse bom, não estavas para aqui com pinta de herói não era?”

Eu bem disse que era do contra...

2 comentários:

  1. Pessoal, li ali no lado direito que há treinos. como é isso? junto-me a vocês simplesmente as sete da tarde no estadio universitario é? e outra coisa: eu não sou muito boa a correr, ou melhor, corro muito pouco (e devagar) e o meu objectivo é melhor isso. vocês ajudam? e paga-se? outra coisa: há sítio para mudar de roupa lá? (é que eu saio do trabalho as seis e vou de autocarro para lá)

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  2. Não consigo pensar num dia ideal para a corrida matinal. Cada corrida tem os seus dias. Por onde corro consigo ir reparando se vejo ou não ovelhas a pastar, se as garças aparecem ou não, se está mais ou menos gente a correr, enfim qualquer coisa que marque o dia, a corrida.
    A 14 corri sem chuva, depois de uma noite de dilúvio. Fiquei molhada pelos aspersores da linha do metro (sem comentários). Choveu o resto do dia. No dia 15 igual: deixei o café a arrefecer na mesa da cozinha porque vi uma aberta e fiz os meus 6Km sem chuva.Choveu o resto do dia. Na quinta fiei-me na boa sorte do dois dias anteriores, choveu, ventou e caiu-me granizo em cima durante toda a corrida. Foi essa a história do dia. Pior do que o frio, a chuva e os seus amigos é não ter história para contar.

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