domingo, 16 de janeiro de 2011

suor, ipods estragados e o mar - a primeira corrida oficial



A inscrição foi feita há meses atrás, com tempo para treinar o suficiente para a corrida quase se tornar num agradável passeio. Entretanto esqueci-me, distrai-me, desleixei-me... E todas as corridas de Dezembro foram feitas sem ter esta em mente. Ate que no dia 1 de Janeiro me apercebi de que faltavam apenas 2 semanas e era melhor deixar-me de preguiças. Em vez de duas vezes por semana comecei a correr quatro. Em vez de quatro ou cinco quilómetros, comecei a fazer oito ou nove.

Ao fim de uns dias, o joelho direito começou a dizer-me que devia acalmar-me, que não estava para isto. Quis evitar o medico mas não evitei a farmácia. O senhor saiu de trás do balcão, ouviu a minha explicação para as dores (tenho corrido que me farto) e disse-me que o joelho estava so a tentar habituar-se a todo este ritmo. Uma ligadura foi quanto bastou para parar de reclamar.

O despertador tocou as 5:30 da manha no sábado. Lembrei-me que já tinha a mochila posta de parte, com tudo o que era preciso, tinha o ipod cheio de bateria e musica que chegasse também.

Carreguei no snooze e dormi mais 10 minutos. Dez minutos depois, carreguei no snooze e dormi outros 10.

Perto das 6h, levantei-me a maldizer mentalmente o dia em que me tinha inscrito na corrida. O ferry que nos levou para a ilha estava cheio de atletas, a maioria deles já equipados. Pus o chip nos ténis enquanto desancoravam o ferry e o bib com o numero de inscrição (numero 15 de um total de mais de 2500...uma prova um bocadinho embaraçosa de que me tinha inscrito cedo) foi preso a t-shirt com alfinetes-de-ama quando estávamos a chegar aos cais na ilha.

O autocarro levou-nos pelo percurso que iríamos fazer a correr uma hora mais tarde. Subidas que nunca mais acabavam, que estas ilhas vulcânicas parecem que foram cuspidas do céu por um deus raivoso. Três idas a casa-de-banho mais tarde, preparamo-nos para o tiro de partida. Segundos antes, pego o ipod (comprado há 20 dias, novinho que só ele) do bolso e preparo-me para a corrida. O ipod escorrega das minhas mãos, cai no chão e o ecran esmaga-se todo. Não há musica para ninguém. Durante dois segundos, apetece-me voltar para casa. Depois oico o tiro de partida, pego no ipod esmagado, e começo a correr. Os primeiros cinco quilómetros passaram sem que os notasse, tal era a raiva em relação ao ipod. Depois disso, deixem-me de tretas e apreciei a paisagem (as praias, as vinhas, os campos desertos) e os gritos de apoio das pessoas que tinham saído a rua para ver-nos correr.

No total, 12km percorridos numa ilha lindíssima. Cruzada a meta, a celebração foi feita na praia onde passamos o resto da tarde e onde delineados o plano para a próxima corrida. Menos preguiça e mais treino, umas quantas corridas oficiais mais curtas para nos obrigar a manter o ritmo e, la mais para o fim do ano, a meia-maratona.

O joelho não se queixou, estava calor e a agua do mar foi remédio santo para qualquer dor de músculos que estive sequer a pensar aparecer. Que se lixe o ipod.

P.s.: Como sempre, desculpem-me a falta de acentos. Teclados estrangeiros... e o corrector ortográfico só reconhece alguns dos acentos perdidos.

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