quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Papar milhas ao almoço




Às vezes sentem que certos dias nunca mais acabam? Dão por vocês a desejar arduamente ir apanhar um pouco de ar fresco, em vez de ficarem enclausurados no sítio onde estão? Já pensaram que está na hora de arranjar um escape para as pressões do ritmo diário da vida?

Se isto fosse um canal de blogovendas, por esta altura iria sugerir-vos um magnífico kit, com um nome quase tão grande como o seu preço, que iria fazer maravilhas pelo vosso bem estar ou uma máquina revolucionária que transforma os vossos pensamentos e boas intenções em factos reais. (In)felizmente, venho apenas falar-vos de soluções mais básicas e que, obviamente, metem corrida pelo meio.

Porque não correr ao almoço para desanuviar, em vez de simplesmente almoçar a correr?
E, quem diz correr, diz andar e quem diz andar, não se refere aos sempre populares 1200 metros frenesim de compras ou aos 3000 metros obstáculos na segurança social, finanças e outras modalidades disponíveis na Loja do Cidadão.

É certo que nesta matéria que vos proponho sou um privilegiado, pois disponho da flexibilidade de ter 1h30m para almoçar e trabalhar a 10 minutos de Metro do Estádio Universitário de Lisboa. Assim, consigo correr 30/40 minutos, comer qualquer coisinha no regresso e ainda poupar os meus colegas ao horror do atleta suado, já que o EUL possui balneários aceitáveis.

Por norma, não vou sozinho ao almoço e, em vez de ir a correr para o ginásio, já há agora quem prefira acompanhar-me nestas mini-epopeias de circunstância, quer em ritmo de corrida, quer apenas para andar e descomprimir um bocado pelo meio da verdura disponível.

Substitui o prazer de uma boa refeição, acompanhada por dois dedos de conversa? Não, nem é esse o objectivo. Mas que ajuda a relaxar um pouco e a deixar a “máquina do stress” em standby, disso não tenho dúvidas.

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