domingo, 28 de novembro de 2010

Dois dígitos

Novembro foi um mês de viagens de avião, barco e horas infinitas de carro... mas, por motivos vários, sem corridas. Calçar novamente os ténis foi um bocadinho assustador mas a minha "running partner" tinha-me avisado logo de que a primeira corrida ia ser ainda melhor do que as corridas de Outubro... e tinha razão.

Talvez tenha ajudado o facto de o Verão parecer mesmo ter chegado para ficar. O domingo começou quente e assim continuou ate já bem depois de cair a noite. As 7:30 já estava na fila para o ferry com destino a Rangitoto Island, um vulcão a 30 minutos do centro da cidade. O vulcão é o mais recente dos muitos que por aqui existem - com 600 anos, é ainda um puto em anos de vulcão e, por isso, o terreno é ainda muito rochoso e com a lava negra ainda bem visível. A caminhada até ao topo e a volta da cratera durou a manha inteira e, no total, chegou perto dos 10km. Sem corridas, que os pedregulhos eram muitos e os planos para a tarde não incluíam idas ao hospital.

Incluíam corridas. As 17h, achando que o sol tinha acalmado, fomos até ao calçadão junto a praia. A ideia era fazermos 7km mas o sol continuava a seguir-nos e acabamos por chegar aos 10km, num total de três baías (ida e volta) - Mission Bay, Kohimarama Bay e Saint Heliers Bay. O terreno é maioritariamente plano e os corredores tem ali direito a faixa própria, lado-a-lado com a malta das bicicletas. Terminamos a corrida com a agua do Pacifico (mais ou menos) quente a bater-nos nas pernas e a promessa de que os domingos de Verão vão ter que ser todos assim.

Com uma inscrição feita para correr 12km na ilha de Waiheke em Janeiro, foi importante deixarmo-nos de corridas menores e chegarmos aos dois dígitos (que no inicio disto tudo pareciam inatingiveis).

Um mês inteiro de pausa não teve o efeito devastador que eu pensei que fosse ter e os ténis saem já do armário outra vez amanhã.

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