quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Corridas a norte

Às segundas, quartas e sextas, quando o dever o permite, calço as sapatilhas, asseguro-me que tenho o mp3 e que a água é suficiente para me distrair quando o cansaço já é muito. Daí a pouco, começo a travar uma luta com a passadeira do ginásio. Geralmente ganho-a. 7 km. Depois dos 10 minutos de aquecimento, intercalo 3 minutos de corrida com 3 minutos de marcha rápida. Ao meu lado um rapaz, que continuo sem saber o nome, corre entusiasmado. Ou furioso. O AXN também ajuda na companhia para além do Vinicius, do Tom Jobim e de todos estes aliados do meu esforço. E os meus pensamentos, as coisas que vou fazer a seguir, o que deixei por fazer hoje e que não pode falhar amanhã... Reparo que já percorri 3 km. Entretanto o chefe liga e eu prometo (uma vez mais) que não volto a levar o telemóvel para o treino. Mais um percorrido. Falta menos de metade. Penso na minha amiga que prometeu fazer-me companhia mas que ainda não cumpriu e reparo que o rapaz ainda corre. Se ele aguenta, eu também aguento. 5 km. E começo então a sentir-me orgulhosa. Estou quase a chegar aos 7 km e a desligar a passadeira. Mas em breve as minhas corridas serão diferentes. Não vou precisar do mp3 pois vou ter conversa. Da boa. O AXN não estará por perto nem qualquer outro canal. Estará a Foz, o Parque da Cidade e tantos amigos. De todos vou saber o nome. E o meu telefone não vai tocar. Acabo de convencer o meu chefe a alinhar!

2 comentários:

  1. Se eu fosse correr contigo, ficava para trás! Mas sem desistir... ;-)

    Vai descrevendo as corridas, Teresa, mesmo as que não saem do sítio.

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