terça-feira, 17 de agosto de 2010

Aquela máquina

Correr sozinho não tem piada. Até os governantes o sabem, ou não andassem eles com um guarda-costas atrás, mesmo quando vão a passo de corrida. Por isso, é com gosto que recebo a mensagem do P. a dizer que espera por mim, apesar do meu atraso. Quando chego, nem tempo para um olá calmo, ou para uma conversa introdutória. Ele já leva nas pernas 45 minutos de corrida e o ritmo é de respeito. Numa semana de treino, conseguiu ultrapassar todas as expectativas. É obra.

Eu tento repetir o treino que fiz ontem, da Estrela ao Rato, passando por São Bento. A tarefa à partida parece difícil: 50 minutos sempre a correr, num bom ritmo na primeira meia-hora e num ritmo moderado na última parte, que inclui escadas. A verdade é que o meu corpo começa a habituar-se à corrida, ao desgaste físico, à cadência do esforço, ao lento passar do tempo. O P. acompanha-me durante os primeiros 35 minutos. Nem se apercebe, a certa altura, que corre há mais de uma hora e que fez os últimos vinte minutos sem parar.

E é isso que nos impressiona. A máquina que o corpo humano é. Comecei a correr a 1 de Agosto e em 15 dias a diferença é brutal. Os ténis ajudam, a motivação também, a companhia ainda mais. Mas nada supera esta máquina que levamos dentro de nós e que a cada dia busca (ou tem essa procura em potência) novos limites.

Amanhã é dia de descanso. Quarta-feira estamos de volta. Querem correr connosco?

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